PELOS SERES VIVOS, RAROS  ESCASSOS ESPECIAIS.

FUNDAÇÃO RELICTOS

NOTÍCIAS  227

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Encontro das águas do córrego Vieira com o Rio Barão de Cocais.

 

A Água, através do seu ciclo natural, tem uma grande capacidade de auto purificação. Esta facilidade de regeneração da Água e sua aparente abundância fazem com que seja utilizada, habitualmente, como veiculo de transporte e diluição, no qual despejamos os resíduos e poluentes produzidos por nossas atividades. Os rios, lagos e mares recolhem, desde tempos imemoráveis, o lixo produzido pela atividade humana. Pesticidas, descargas químicas, metais pesados, resíduos radioativos etc, encontram-se em quantidades maiores ou menores, ao analisar as Águas dos mais remotos lugares do mundo. Muitas Águas estão contaminadas até a ponto de se tornarem perigosas, para a saúde humana, e daninhas à vida.

Primeiro foram os rios, as zonas portuárias das grandes cidades e as zonas industriais que se converteram em cloacas sujas, carregadas de produtos químicos, espumas e todo tipo de contaminantes. Com a industrialização e o desenvolvimento econômico, este problema foi se transferido aos países em desenvolvimento, à medida que os países desenvolvidos conseguiam adotar importantes melhorias de controle da poluição hídrica.

Há um grande número de contaminantes da Água que podem ser classificados de muitas maneiras diferentes. Uma possibilidade bastante usada é agrupá-los nos 8 seguintes grupos:

· microorganismos patógenos,

· matéria orgânica,

· substâncias químicas,

· nutrientes vegetais inorgânicos,

· compostos orgânicos,

· sedimentos e materiais em suspensão,

· substâncias radioativas,

· contaminação térmica.

Na Bacia do rio Piracicaba temos uma ocupação territorial variada, indo da mineração às atividades da agro pecuária. Nela se localiza um importante parque industrial nacional com grandes industrias siderúrgicas e uma ocupação urbana considerável de aproximadamente 700.000 habitante.

Estas atividades produzem impactos ambientais significativos, que veem desde a década de 1980, sendo objeto de atenção do estado, através de condicionantes dos licenciamentos ambientais pertinentes e de termos de  compromissos assinados com o setor produtivo. Vários equipamentos de controle da poluição foram instalados pelas  industrias o que minimizou a contaminação dos cursos d’água na bacia. Por outro lado o poder publico, como sempre, não cumpriu sua parte. Cidades não instalaram estações de tratamento dos efluentes sanitários e nem deram tratamento adequado ao lixo produzido em seus municípios.

Recentemente o Comitê de Bacia do rio Piracicaba MG, com a implantação da cobrança pelo uso da água, resolveu aplicar os recursos arrecadados com a  cobrança na  elaboração dos Planos Municipais de Saneamento. O objetivo desta ação é de colaborar com os municípios na resolução destes graves problemas ambientais: Coleta e tratamento de resíduos sólidos e  esgotos sanitários.

O monitoramento da qualidade da água na bacia do Rio Piracicaba é efetuado pelo Governo do Estado através de 08 estações de monitoramento localizadas na calha principal e seus afluentes, sendo uma no município de rio Piracicaba, uma no município de João Monlevade, outra no rio Santa Bárbara, uma no município de Nova Era, uma no rio do Peixe, próximo a sua foz no rio Piracicaba, outra no rio Piracicaba, a montante da confluência com o ribeirão Japão, uma em Timóteo a montante da ETA da Acesita e a ultima no rio Piracicaba a jusante de Coronel Fabriciano.

O Plano Ação de Recursos Hídricos da Bacia do Piracicaba indica “a detecção de um teor elevado das contagens de coliformes termotolerantes, muito acima do limite legal. Dentre os metais foram expressivos os percentuais de violações de manganês total, ferro e alumínio, na forma dissolvida. Embora esses metais estejam associados à geologia regional, seu transporte para as águas superficiais pode ser potencializado pela mineração, assim como pelo lançamento dos despejos da metalurgia, atividades econômicas dominantes na bacia. Os resultados não conformes de cor verdadeira, turbidez e sólidos em suspensão totais vincularam-se principalmente à ocorrência desses metais.

A presença dos componentes tóxicos cobre dissolvido e chumbo total na Bacia do rio Piracicaba resultou do impacto nas águas das atividades de metalurgia, sendo que o cobre pode ser também vinculado ao uso de agroquímicos no reflorestamento, uma vez que nessa unidade de planejamento localiza-se a maior área de plantação de eucaliptos da bacia do rio Doce.”

È necessário a colaboração de  todos: Poder Publico, Usuários da Água e Sociedade Civil  para  que tenhamos além de água em quantidade suficiente  com a  qualidade necessária a sobrevivência da biodiversidade. Lembrando que  somos parte integrante desta biodiversidade, dependente da água para nossa  sobrevivência e desenvolvimento de nossas atividades  produtivas.

 A qualidade das águas da Bacia do Rio Piracicaba.

Data: 08 / 08 / 2014.