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 Estiagem pode causar desabastecimento de água em várias cidades da bacia do rio Doce.

 

Representantes da Câmara Técnica de Gestão de Eventos Críticos (CTGEC) do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce),  da Agência Nacional de Águas (ANA),  do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da COPASA estiveram reunidos, em Governador Valadares, no último dia 24. O objetivo do encontro foi discutir o período de estiagem em 2014, considerado crítico em alguns pontos da bacia, e apresentar o Relatório dos Grupos de Trabalho de Cianobactérias e de Cheia. A representante da Prefeitura de Governador Valadares, Lucia Teixeira, foi escolhida para presidir os trabalhos da Câmara pelo período de um ano.

O meteorologista do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Artur Matos, abriu a reunião apresentando dados do relatório de acompanhamento da estiagem de 2014 produzido pela CPRM. “Vivemos uma grande cheia no fim de 2013 e agora uma intensa estiagem”. Durante sua fala, Artur informou que as vazões nos cursos d’água da região da bacia do rio Doce podem, até o final do período de estiagem, estar abaixo da vazão mínima histórica já registrada e o nível do rio só deverá voltar ao normal com as chuvas previstas para o fim de setembro, alertando sobre a possibilidade de problemas de abastecimento em algumas cidades. Em seguida, a representante do Instituto Mineiro de Gestão das Águas/IGAM, Paula Pereira, reforçou o que é esperado para o período. “Estamos em um trimestre de transição. Vamos deixar o período seco e entrar no chuvoso. Porém, para o próximo mês, ainda estão previstas poucas chuvas”, aponta.

O representante do SAAE/GV, Amilton Vial, que também participou do encontro, apresentou alternativas para evitar que os moradores sofram prejuízos no abastecimento. “Rebaixamos a estação de captação de água e estamos desassoreando alguns pontos do rio”, afirma. Já em Colatina/ES, um recurso que já está sendo utilizado é a captação com o uso de bombas flutuantes, segundo explicou a representante do SANEAR do município, Gilse Olinda. “Já é momento de pensar nas reservas hídricas. A nossa água está indo embora e estamos fazendo muito pouco para evitar”, concluiu.

Na oportunidade, o representante do ONS, Paulo Diniz, explicou sobre os procedimentos da operação das usinas hidrelétricas a serem adotadas na bacia com o objetivo de coordenar o atendimento das vazões mínimas. Esclareceu que, devido ao período de escassez, o reservatório da UHE Porto Estrela – único com alguma capacidade de regularização na bacia atualmente – já se aproximou do nível mínimo operativo. “Para fins de atendimento dos usos múltiplos, a vazão turbinada nessa UHE está zerada desde 9 de julho. Entretanto, alerta-se para a capacidade bastante reduzida de regularização neste aproveitamento hidrelétrico.”

Durante a reunião, o Coordenador das promotorias de meio ambiente da bacia do rio Doce, Leonardo Castro Maia, apresentou informes do Grupo de Trabalho de Cianobactérias. Como saldo positivo dos trabalhos desenvolvidos no último mandato, foi destacada a articulação do CBH DOCE, através dos trabalhos deste grupo, com IGAM e COPASA, que culminou com a ampliação dos pontos de monitoramento de cianobactérias realizado por estas instituições. “Também procuramos sensibilizar os municípios para lidar com esse problema desde a sua origem”, disse o promotor Leonardo Castro Maia. Para dar continuidade aos trabalhos foi formado novo GT de Cianobactérias, que terá prazo de 4 meses para consolidar os resultados do monitoramento de cianobactérias realizado nos últimos anos, entre outras atividades.

Outro a apresentar foi o Coordenador do Grupo de Trabalho de Cheias (P31), Rossini Abrantes, do IBIO AGB-Doce, que ressaltou as atividades do programa, como a aquisição de Imagens de Satélite para a parte urbana dos municípios com histórico de cheias e de um mapa de uso e ocupação do solo associado ao modelo digital de elevação de toda a bacia do rio Doce. Ele mencionou ainda as novas contratações para a realização de um levantamento se seções transversais dos principais rios da bacia, que dará base para a modelagem de cheias da bacias e será usado para prever esses eventos. Além disso, foi comunicado os fins do trabalho do GT, uma vez que foram compridos todas os objetivos que motivação a criação do grupo. Foram citados também possíveis investimentos do Ministério da Integração, por meio da SEDRU-MG, na bacia do Doce em projetos de controle de cheias.

Como encaminhamentos da reunião, estão previstos: a elaboração de material informativo pela CPRM com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) sobre os dados de estiagem na bacia do rio Doce, com alerta aos usuários sobre os riscos pertinentes; a recomendação ao SAAE de Governador Valadares sobre a adoção de medidas para solução definitiva dos problemas recorrentes de nível d’água no  ponto de captação que abastece a cidade; e a consolidação dos dados sobre monitoramento das cianobactérias, executado pelos diversos órgãos da bacia, com as conclusões e recomendações cabíveis a serem conduzidas pelo GT Cianobactérias.

 

Fonte: http://www.cbhpiracicabamg.org.br

Câmara Técnica de Gestão de Eventos Críticos (CTGEC) discute situação do Rio Doce.

 

Data: 15 / 08 / 2014.