PELOS SERES VIVOS, RAROS  ESCASSOS ESPECIAIS.

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Brigadistas atuando no Parque Estadual da Serra do Rola Moça - MG

Neste período do ano os fatores que contribuem para a ocorrência de incêndios florestais são potencializados a medida que a falta de chuva e a baixa da umidade relativa do ar, aliadas à ocorrência de vento forte tomam conta do estado.

A vegetação seca e a imprudência aumentam.

Todos os anos o estado de Minas Gerais perde para o fogo importantes áreas de interesse para a preservação da biodiversidade. Os  esforços do poder publico e de empresas privadas para sua prevenção e combate não tem sido suficientes para minimizar o problema.

Por mais que incêndios deste tipo possam ter causas naturais, a maioria dos que ocorre atualmente, acontece por causa da ação descuidada do homem, cada vez mais comuns. Infelizmente:

· Pontas de cigarro atiradas em beiras de estrada,

· incêndios criminosos provocados intencionalmente,

· ataque proposital à floresta, feito por fazendeiros que pretendem impedir a regeneração natural de um trecho de mata em sua propriedade; 

· imprudência e descuido de caçadores, mateiros ou pescadores, com a propagação de pequenas fogueiras, feitas em acampamentos

· fagulhas provenientes de locomotivas ou de outras máquinas automotoras, consumidoras de carvão ou lenha; 

· perda de controle de queimadas, realizadas para "limpeza" de campos

· causas naturais, como raios, concentração de raios solares por pedaços de quartzo ou cacos de vidros em forma de lente. 

Os incêndios florestais causam grandes impactos ambientais e mesmo sociais, pela perda de biodiversidade, degradação do solo, facilitação dos processos erosivos,  redução da proteção dos olhos d'água e nascentes e colocam em perigo todos os que moram ao redor da área incendiada até mesmo, meses após o incêndio ter sido apagado.

Como exemplo podemos citar o Parque Estadual da Serra do Rola Moça na região metropolitana de Belo Horizonte que foi atingido de janeiro até agosto de 2014, 78 focos de incêndio. O maior deles, que começou na manhã do dia 05 de agosto e só foi controlado na noite seguinte (6), destruiu 193,14 hectares de Mata Atlântica que nos últimos 16 anos não era atingida por qualquer incêndio.

De acordo com o gerente do Parque, Marcus Vinícius de Freitas, o fogo foi detectado logo que começou, e o combate foi imediato, mas não conseguiu evitar que as chamas se espalhassem, principalmente em função das condições do tempo, seco e com fortes ventos, e ainda das condições do relevo local, muito íngreme. Para o gerente, não há dúvidas de que o incêndio foi criminoso. O Parque protege importantes mananciais hídricos para o abastecimento da região metropolitana. 

No Parque Estadual do Rio Doce, apesar de não ter ocorrido ainda nenhum evento de incêndios, a situação é critica. O Estado de Minas  contingenciou os recursos para  manutenção das Unidades de Conservação. Neste ano, o DER – MG  que executava 30 km de aceiros nas áreas criticas do PERD recusou a continuar a prestar este serviço, nada foi feito. Nas áreas limítrofes as ocupações urbanas do Macuco, Limoeiro e Celeste a prefeitura de Timóteo executou 12 km de aceiros nas áreas mais criticas, minimizando o problema.

Apesar de existirem recursos oriundos do licenciamento ambiental advindos das Compensação Ambiental pela implantação de  empreendimentos de impacto ambiental significativo as unidades  de conservação do estado, dentre elas o Parque do Rio Doce,  estão a míngua.

 

Tem inicio a temporada de Incêndios Florestais.

 

Data: 28 / 08 / 2014.