O Comitê Interfederativo (CIF) aprovou o Plano de Trabalho elaborado pelo IEF, referente ao Parque Estadual do Rio Doce, para a implantação das ações previstas no Programa 39 - Programa de Consolidação de Unidades de Conservação. Esse programa faz parte do TTAC assinado entre a União, os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo e as empresas Samarco, Vale e BHP, em decorrência do desastre do rompimento da barragem de Fundão em  Mariana.

O planejamento prevê investimento de R$ 63 milhões em uma série de ações e serviços para consolidação dos objetivos ambientais e melhoria da gestão da unidade de conservação. A lista de ações prevê ampliação dos limites do parque; regularização fundiária; georreferenciamento; ações de combate a incêndios florestais; aquisição de veículos e embarcações; implantação de sistemas de vídeo vigilância; reformas, projetos e obras diversas; contratação de consultorias para criação do plano de comunicação e marketing; contratação de pessoal para apoio técnico, revisões dos planos de Manejo e de Uso Público, modelagem do Programa de Concessão de Parques Estaduais 2019-2022 entre outras. O programa será desenvolvido ao longo de dez anos e custeado pela Fundação Renova.

O Parque Estadual do Rio Doce

O Parque Estadual do Rio Doce está situado na porção sudoeste do Estado, a 248 km de Belo Horizonte, na região do Vale do Aço, inserido nos municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo. A criação do Parque, em 1944, foi um avanço e uma amostra do pioneirismo mineiro na conservação do seu patrimônio natural.

Abriga a maior floresta tropical de Minas em seus 36.970 hectares abriga um notável sistema lacustre composto por quarenta lagoas naturais, dentre as quais se destaca a Lagoa Dom Helvécio, com 6,7 km² e profundidade de até 32,5 metros.  O Parque oferece uma completa infra-estrutura para atendimento a turista e pesquisadores.

O Comitê Interfederativo

O Comitê Interfederativo (CIF) foi criado em resposta ao desastre provocado pelo rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em 05/11/2015, no município de Mariana (MG). Sua função é orientar e validar os atos da Fundação Renova, instituída pela Samarco e suas acionistas, Vale e BHP Billiton, para gerir e executar as medidas de recuperação dos danos resultantes da tragédia. O CIF é presidido pelo Ibama e composto por representantes da União, dos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, dos municípios impactados, das pessoas atingidas, da Defensoria Pública e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce.

A Fundação Renova

A Fundação Renova é a entidade responsável pela mobilização para a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Trata-se de uma organização sem fins lucrativos, resultado de um compromisso jurídico chamado Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC). Ele define o escopo da atuação da Fundação Renova, que são os 42 programas que se desdobram nos muitos projetos que estão sendo implementados nos 670 quilômetros de área impactada ao longo do rio Doce e afluentes. As ações em curso são de longo prazo.

Investimentos de R$ 63 milhões para o Parque do Rio Doce

10/09/2019