O nome nasceu através de um diálogo em uma trilha da Fazenda Macedônia, depois de um encontro que reuniu um grupo de 25 educadores da região, os representantes da Cenibra e da Fundação Relictos.  Deslumbrados pela paisagem aquelas pessoas constataram que estavam em uma verdadeira “sala de aula viva” uma expressão comum da época.  “Muito mais que apenas uma sala”, alguém lembrou: “Isto aqui é uma verdadeira escola”...

Era o mês de novembro de 1995. E o nome foi criado ali, em meio ao retorno dos mutuns, através do Projeto Mutum – reintrodução pioneira de aves ameaçadas de extinção na região do Vale do Rio Doce, que também comemoravam o começo de um novo tempo. Ali começava o planejamento inédito e original de um novo e promissor projeto.  E a conservação ambiental empreendida pela empresa Cenibra e os ideais da ONG Fundação Relictos deram inicio a uma parceria sólida e duradoura. E, oficialmente em 26 de março de 1996, aconteceu o primeiro seminário para 150 educadores de 1ª a 4ª séries do 1º grau de escolas e municípios e distritos inseridos na região de atuação da Cenibra na sede da antiga DIPAT, em Ipatinga. Os outros módulos foram realizados na Fazenda Macedônia e Associação Atlética Cenibra. As primeiras escolas parceiras da 1ª turma foram:

E.M. Antônio Firmino – Belo Oriente-MG

E.M. Esperança – Belo Oriente-MG

E.M.  Teodoro Merrighi – São Lourenço- Distrito de Bugre-MG

E.M. Padre Eliseu – Belo Oriente-MG

E.E Novo Povoado de Boachá – Ipaba-MG

E.E. Francisco Gonçalves de Brito – Belo Oriente –MG

E.E. Vicente Inácio Bispo- Cocais das Estrelas-MG

E.E.Gerson Gomes de Almeida-Ipaba-MG

E.E. Presidente Tancredo Neves – Cachoeira Escura (Distrito de Belo Oriente)-MG

E.E. padre João Geraldo Rodrigues – Ipaba-MG

E.E. José Rosa Damasceno – Ipaba de Santana do Paraíso-MG

Com uma linguagem inovadora os seminários abordaram temas diversos e amplos em relação ao conceito de educação ambiental reunindo práticas educativas para o meio ambiente nas quais o lúdico, o estético, o ambiental, o econômico e o social deram os seus primeiros passos dentro do conceito de transdisciplinaridade.  Com uma organização impecável empreendida pelos técnicos da empresa e a plena participação dos municípios, o Projeto se consolidou com uma atividade vitoriosa comemorando nesses 20 anos a perfeita harmonia entre empresa, comunidade e as entidades de proteção ao meio ambiente.

“Fazer da  educação ambiental uma escola de vida, extrapolando os muros e partindo para as ações comunitárias.”

“Proporcionar oportunidades para uma escola emancipadora, capaz de estabelecer diagnósticos e perspectivas, ampliar horizontes e desenvolver as próprias potencialidades.”

“Realçar a autonomia dos docentes e discentes na instituição do concreto, do prático e do estímulo para a formação da autêntica cidadania, sempre de acordo com a realidade dos municípios a que se destina.” (trechos dos objetivos do Projeto  Escola de Vida constantes da primeira cartilha).

Enfim, reafirmando o que foi dito há 20 anos:

Uma Educação Ambiental que contemple o indivíduo e a coletividade.

Que possibilite a construção dos valores, virtudes, habilidades e atitudes voltadas para a conservação do ambiente, no qual se insere o ser humano.

Que garanta uma sustentabilidade ao desenvolvimento.

Que inclua o apreço pelos bens naturais e a identidade como seres de um mesmo Planeta e, que, considere a cultura, a saúde, a política, a economia, a filosofia e as relações humanas.

Eis alguns caminhos para a prática de uma educação ambiental ampla, não fragmentada, que nesses 20 anos de vida nos remete ao exercício da cooperação, do compromisso e da participação.

Vida longa ao Projeto Escola de Vida!

 

 

Lélio Costa e Silva

Marli Ribeiro Gomes Pereira

Consultores pioneiros do Projeto Escola de Vida

Maio de 2016

20 ANOS DO PROJETO ESCOLA DE VIDA

Data: 11 / 05 / 2016.

Uma Educação Ambiental que contemple o indivíduo e a coletividade

Com uma linguagem inovadora os seminários abordaram temas diversos