PELOS SERES VIVOS, RAROS  ESCASSOS ESPECIAIS.

FUNDAÇÃO RELICTOS

NOTÍCIAS  202

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios de vendas de Chácaras  ao longo da Estrada.

Em fevereiro de 2010 a Fundação Relictos publicou na sua pagina na internet um artigo denominado “AMEAÇAS AO PARQUE ESTADUAL DO RIO DOCE”, Quatro anos depois, praticamente nada foi feito e  a situação se agravou. Em um dos tópicos listados no documento distribuído às autoridades ambientais do estado apontávamos:

“A urbanização dos bairros limítrofes ao Parque na cidade de Timóteo-MG como o Limoeiro e Macuco também constituem constante ameaça pela presença muito próxima destas comunidades – basta lembrar que o último grande incêndio do Parque teve início naquela região. Hoje nesses locais agravam-se os problemas sanitários e sociais: surtos de doenças endêmicas, drenagem e ocupação de córregos e invasões resultantes da densa ocupação humana incrustada no entorno do Parque Estadual do Rio Doce. Populações que nem sequer imaginam qual seja o significado de uma zona de amortecimento para uma reserva natural.

Por outro lado, o problema social do empobrecimento e a falta de oportunidades das comunidades de Revés, Quartel de Sacramento e Pingo D´água levam essas pessoas a procurarem alternativas como a caça, a pesca, retirada de madeira do PERD e agricultura de subsistência em áreas de APP nas margens do rio Doce, retirando a proteção ciliar do rio que serve ao Parque.  Recentemente estas comunidades foram frustradas em sua ilusão de desenvolvimento social e econômico pela inviabilização da construção do novo aeroporto em área de amortecimento do Parque. Passadas as discussões e mobilizações, tais comunidades periféricas encontram-se abandonadas à espera de ações para reverter esta situação e criar opções de desenvolvimento sustentável, perpetuando-se a triste e equivocada idéia de que o PERD é um empecilho para as comunidades locais. Uma situação que não recebe destaque pela mídia, governantes e opinião pública. Trata-se de uma miséria socioambiental que não sai nos jornais e não dá “ibope”. Um silêncio sutil que parece não incomodar aqueles que tanto gritaram pela preservação do PERD, mas parecendo desconsiderar o seu entorno.”

Hoje, vemos com desesperança projetos de loteamento ao longo da rodovia que liga Pingo d’água a Ipatinga ocupando áreas na zona de amortecimento do Parque, que foram vetadas ambientalmente para a construção do aeroporto em Revés do Belém e adquiridas pela especulação imobiliária. O lado  Leste do Parque  do Rio Doce esta sendo retalhada e ocupada sem nenhum planejamento. A área de amortecimento do Parque é desconsiderada e violada, tudo isso com a conivência e com descaso total pelas autoridades responsáveis pela Gestão Ambiental do Estado. A Legislação é desrespeitada sem nenhuma reação dos órgãos responsáveis, dos pesquisadores pertencentes as diversas academias e dos ambientalistas. Pelos impactos ambientais  que causaram no Parque do Rio Doce esses empreendimentos deveriam pelo menos serem objetos de licenciamento ambiental.

Qual será o futuro para a primeira reserva ambiental do estado de Minas Gerais, patrimônio da humanidade e dos Mineiros?

 

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Pressão da Urbanização sobre o Parque do Rio Doce.

Data: 22 / 03 / 2014.